The eyes of a Mermaid: Agosto 2017

Kit para iniciantes em maquilhagem | The Pink Elephant Shoe

Para quem se estreia no campo da maquilhagem, podem sempre surgir dificuldades na escolha dos primeiros produtos a adquirir. A possibilidade de escolha em termos de produtos e marcas é enorme e muitas vezes torna-se complicado definir quais os essenciais. Pessoalmente, e enquanto maquilhadora, existem alguns produtos que considero que deveriam estar em todas as necessaires femininas: um bb cream, corrector de olheiras, blush, máscara de pestanas, lápis de sobrancelhas duo e um batom ou bálsamo labial. Para quem pretende destacar a zona ocular, pode ainda adquirir algumas sombras e um lápis preto.


BB CREAM // Um bb cream trata-se de um creme com cor, sendo a solução ideal para quem pretende uniformizar a tez de uma forma rápida e simples. Além de hidratarem a pele, muitos possuem ainda protecção solar, o que é um plus sendo que acabamos por ‘poupar’ em produtos e tornar a rotina matinal mais rápida. Pode aplicar-se directamente com os dedos ou com pincel próprio.

CORRECTOR // Tal como o nome indica, pretende corrigir as olheiras e possíveis imperfeições no rosto. Para a zona da olheira, pode ser utilizado um produto com um tom mais claro, para iluminar a zona ao mesmo tempo que a corrige. No entanto, para quem apenas pretende adqurir um produto, recomendo o mesmo tom da pele para que possa ser utilizado também em borbulhas ou possíveis marcas no rosto. Novamente, pode ser directamente aplicado com os dedos ou com um pincel.

BLUSH // O blush serve para corar as maçãs do rosto, devolvendo alguma cor após a utilização do bb cream. Existem texturas líquidas, em creme ou em pó, porém recomendo texturas em pó para quem se está a iniciar na maquilhagem. São mais fáceis de aplicar e de esfumar – basta utilizar um pincel largo e bastante fofo e aplicá-lo cuidadosamente nas maçãs do rosto, esfumando-o ligeiramente em direcção às temporas.

MÁSCARA DE PESTANAS // A máscara de pestanas é o único produto sem o qual não consigo sair de casa. Além de destacar o olhar, dá-nos um ar mais acordado e desperto – óptimo para as manhãs em que mal conseguimos sair da cama. No caso da máscara, o importante é percebermos as nossas necessidades: pretendo volume, curvatura ou comprimento? Depois, basta escolher um produto adequado ao efeito pretendido.

LÁPIS DE SOBRANCELHA DUO // Referi um duo porque possui um ponta para corrigir a sobrancelha e outra para a iluminar. Para corrigir levemente a sobrancelha, basta desenhar pequenos pêlos, de forma muito leve, na zona onde a nossa sobrancelha possui falhas. Com o lado iluminador, podemos dar um toque de luz no osso da sobrancelha e no canto lacrimal do nosso olho. O resultado? Um olhar perfeito em três passos!

BATOM // O batom é o toque final e é obviamente o produto que permite mais diversidade quando nos estamos a iniciar na maquilhagem. Podemos optar por um acabamento mate ou mais glossy, uma cor mais arrojada ou nude. Tudo é válido!

Pessoalmente, no meu dia-a-dia, estes são os produtos que não dispenso. Acredito que sejam um bom guia para quem está a começar, por serem simples, práticos e fáceis de aplicar. Exigem poucos pincéis e facilmente criamos um look lindíssimo com eles! Quais são os vossos essenciais de maquilhagem?


Cátia Rodrigues, The Pink Elephant Shoe

Memórias de Havana, 2016 | Bobby Pins

As horas anunciavam o final de tarde, mas o Sol demorou a presentear-nos com os raios de luz dourados. Pouco tempo antes, o céu ameaçou um aguaceiro tropical e toda a cidade ficou com uma luz muito clara e umas nuvens carregadas. Não passou disso, uma ameaça, e embora estivesse um calor e humidade insuportáveis, a chuvada de Trinidad tinha-me posto em sentido; não queria ficar encharcada outra vez, com as sapatilhas a fazer de barcos, protegendo a mochila.

Seis da tarde, em Havana.

Ainda tinha o gosto da limonada que pedi, em Bodeguita, na boca e as pernas começavam a acusar cansaço depois da caminhada por Malecón. Estávamos a voltar ao centro, precisávamos de um lugar para jantar, mas o regresso era feito sem pressas. Queríamos desfrutar de tudo e absorver o que a vista conseguisse alcançar. O guia ensinava-me truques para tirar fotografias com o iPhone, truques que já conhecia e executava há anos mas que educadamente ouvi e agradeci, só pela cortesia que teve de querer ser útil com a turista.

As ruas combinavam com o meu vestido vermelho. Umas vezes havia passeio, noutras uma terra batida que fazia imenso barulho a andar. Cada fachada mais deslumbrante que a outra, mais colorida, mais histórica. Não conseguia conter a minha curiosidade e espreitava sempre discretamente para a janela. Raramente tinham vidros ou cortinas, mas um gradeamento. No interior, as famílias juntavam-se a ver televisão, as mulheres pintavam as unhas umas às outras e conversavam a uma velocidade impossível de acompanhar. Os homens fumavam cigarros e jogavam dominó, com gargalhadas altas e olhos cerrados de risos com gosto.



As praças estavam cheias. De música e pessoas. Os ritmos quentes como o clima, animados como os locais. Já conhecia alguns refrões e não conseguia conter-me e trauteá-los. Nas partes animadas, todos erguiam os seus copos com as mais distintas bebidas. 
Crianças patinavam e jogavam à bola juntas, em grupos. Algumas descalças, outras de chinelos, alguns corajosos de sapatilhas. Os pais deixavam música pop americana tocar nas colunas portáteis. Era uma revelação, para mim. Um sinal da mudança. Um simples gesto como ouvir Katy Perry na capital de Cuba.

Os mais velhos dormiam. Talvez já estivessem a pagar as dívidas de viverem num lugar que se traduz em festa, em música, em bebidas que fazem a garganta arder e charutos. Todos repousavam, alguns audaciosos deitavam-se, sem a menor vontade de serem perturbados.

Era um cenário que nunca tinha visto. Não assim. Não com aquela vivacidade e espontaneidade. Havana pulsava.

Os carros passavam, sempre com pressa e de todas as cores e feitios. A maior parte deles descapotáveis, com casais no interior. A máquina do tempo actuava, nas estradas. Parecia impossível estar em 2016, com tamanhas antiguidades a galgar o alcatrão, com a música do rádio no máximo e o taxista a cantar em cana rachada, ignorando se os seus passageiros aprovariam ou não o concerto.

Apanhei o cabelo num rabo de cavalo e dei-me por vencida com o calor. Começava a escurecer e alguns edifícios partilhavam as primeiras luzes da cidade. Nem todos tinham luz - a maior parte eram prédios abandonados - e mesmo alguns andares de prédios habitados não eram inundados com um clarão amarelo. Os postes de iluminação eram maus e senti-me quase rodeada de escuridão. Mas olhava para as praças luminosas e via as pessoas agrupadas em festa. No pasa nada. 

Acabámos por escolher um restaurante que se situava num prédio, no segundo andar. Prometia comida cubana e música ao vivo. Este último conseguíamos comprovar já no rés-do-chão, de onde se ouviam os artistas animados e estridentes, o som dos talheres a bater nos pratos, de grupos a brindar e de mulheres a gritar os pedidos. A luz era baixa e tornava o prédio convidativo e acolhedor. Vencidos pelo cansaço e pela fome, entrámos. Eu olhei para trás, uma última vez, para a cidade. Terminando o jantar, regressaríamos ao carro, numa longa viagem, rumo a Varadero. Não podíamos perder tempo com despedidas, portanto, foi ali que fiquei, na fachada, a olhar para a alegria. Estas pessoas tinham tanto ou menos que eu, mas faziam felicidade com tudo. Não conseguia parar de admirar o que me rodeava. As pessoas conversavam e interagiam. Algumas tinham telemóvel, mas nem ligavam. As miúdas riam em grupo, com roupas a combinar, os rapazes brindavam, com as suas bicicletas. Algumas pessoas caminhavam sós, com sacos gigantes e o cansaço na vista. Desejavam regressar a casa. A escuridão da cidade, pouco provida de postes, era cortada com as luzes das casas, amareladas. Sorri por dentro, para mim. Havana era tão diferente de mim e apaixonava-me tanto. Os ritmos, o calor, as pessoas e a própria filosofia da cidade abraçavam-me e sussurravam que iriam ter saudades minhas, num espanhol corrido e arrastado. Eu também iria sentir. Mas voltei as costas e subi as escadas sem olhar para trás, tal e qual um Don Juan que deixa a amada pendurada à porta, sem promessas de regressar tão cedo.

Inês Mota, Bobby Pins

We’re always trying to see ourselves through the eyes of someone else | Vivus

Lembro-me, desde sempre, de desejar muito que os outros me vissem, me lessem, me gostassem. Lembro-me da intensidade desse pensamento e do quanto pouco disso era egocentrismo ou necessidade desesperada de atenção. Aliás, nunca gostei que o foco de luz apontasse para mim ou de falar para grandes multidões mas o particular e engraçado até na minha personalidade é que ela é sempre dicotómica: não quero ser o centro mas quero que me vejam como alguém importante, que quando fala não fala para dizer, fala para contar, explicar, fazer rir. Foi sempre assim que quis que eles me vissem. Em eles entendam amigos, porque é para eles que cresço, foi com eles que quis crescer também. Lembro-me de desejar que eles me vissem, nas minhas imperfeições, mas mais nas minhas belezas interiores. Sempre esperei que isso não desvanecesse com o passar do tempo porque quero que eles mantenham uma ideia de mim que não é a minha mas acredito que seja melhor.

"I wish someone would randomly tell me little facts about myself. Not ones that I have already told them but ones they have picked up by themselves because they care enought to notice the little things I do." 

Li isto ainda ontem e inspirou-me, de imediato, para fugir ao tema que tinha pensado abordar e escrever sobre uma outra coisa, de outras coisas, das pequenas coisas que detetamos nos outros, as belezas interiores que se traduzem por gestos, jeitos de falar e tiques engraçados. Lembro-me, desde sempre, de desejar muito que eles as vissem, que eles me dissessem quem sou eu, que tique estranho teria eu e que gargalhada minha os faria rir de imediato. Eles foram-me dizendo algumas dessas coisas, é claro que nem sempre muito diretamente. É à conta deles que hoje sei que sou uma pessoa delicada, que mantenho sempre uma postura invejável e que tenho cuidado com o que digo, que penso sempre muito nas coisas antes de as expôr a quem quer que seja. Eles sabem-me party animal mas também tímida. Sabem-me sincera mas contraditória naquilo que sinto e digo. 

Foi a pensar nisto que eu comecei a questionar como é que eu própria lhes dedicava os seus gestos, jeitos e tiques. E descobri. Descobri que o fazia através das imagens que captava deles. Aliás, descobri que eles próprios se descobriam através das minhas fotografias. 

E é por tudo isto que decidi trazer aqui, em jeito de conclusão, algumas imagens deles, nas quais residem bocados do carácter de cada um, não fosse isto um texto meu. 



Confesso que pensei em escrever um texto fora do meu habitat, abordar temas que correm as bocas do mundo ou então falar-vos de alguém importante. Porém, cheguei à conclusão de que este texto deveria não só representar-me a mim como àquilo que o VIVUS representa hoje para mim: um espaço para falar do que sinto, partilhar o que me move, quem e porquê. Um espaço íntimo, de mim para mim. Um lugar no meio de toda a catrafulhada de coisas que é a Internet que vos faça sentir vocês próprios, onde possam encontrar paz de leitura e espaço para pensarem, sonharem e se identificarem com alguém que escreve sobre aquilo que vive do outro lado.


To the fools who live through words, welcome to my place. If you feel welcome, it means you’re alive. 

Inês Vivas, Vivus

Childhood Cartoons | The Love Avenue


Pensei, repensei, comecei a escrever alguns posts com textos motivacionais, outros com vídeos, outros com músicas mas parecia que não conseguia acertar no conteúdo certo para partilhar aqui no blogue da Rafaela.
E foi aí que se fez luz! Eu vou falar sobre aquilo que eu melhor: os desenhos animados, animes, nostalgias, séries e coisas assim. Portanto, este takeover irá ser só sobre regresso ao passado mas em versão animada.

Escolhi cerca de dez desenhos animados que estiveram em alta quando era mais nova e que muitos de vocês também devem de ter saudades. Este é o meu top:


10 | RUGRATS


9 | POWERPUFF GIRLS


8 | POKEMON


7 | DIGIMON


6 | CATDOG


5 | NAVEGANTES DA LUA


4 | O RECREIO


3 | DRAGONBALL
(todos)


2 | HOMENS DE NEGRO (MIB)


1 | SAMURAI X

Podia justificar o motivo destas minhas opções mas na verdade.. eu tenho uma memória tão boa que a minha lista de desenhos animados é enorme. Para além de que como cada intro consegue trazer à memória tanta imagem (boa) da minha infância, torna a seleção mais complicada. Poderia incluir aqui cartoons como: as gárgulas, a pucca, a kim possible, os padrinhos mágicos, american dragon, jackie chan -  as aventuras, shin chan,a ginger, a peperan martim manhã, artur, as aventuras de richard scarry, o homem aranha, os x-men, etc etc etc, mas na verdade eu só quero falar sobre a minha primeira opção! :p

Quem já conhece o estaminé, sabe que cada vez que me perguntam melhor desenho animado para mim, eu respondo sempre o mesmo: é o Samurai X! Querem saber porquê? Porque é para mim das histórias mais bonitas que alguma vez vi. Para além da mensagem que é transmitida, a história é engraçada, cheia de valores, cheia de humores e baseada em factos verídicos.

ikiiiiiki

Ana Filipa, The Love Avenue

Investimentos de beleza que valem a pena | Majestic


Quem conhece o Majestic, sabe que não podia deixar passar uma oportunidade de falar dos meus produtos de beleza favoritos - obrigada Rafaela por seres uma enabler! Para quem está ouvir falar do Majestic pela primeira vez, aqui está um óptimo exemplo do que poderão encontrar: maquilhagem, cor-de-rosa e flatlays.

Se há coisa que gosto de fazer antes de investir num produto é ler informação e mais informação sobre ele. As nossas peles são todas diferentes  e caro não é sinónimo de qualidade (embora, por experiência própria, reduz imenso a probabilidade de erro). Posto isto, aqui ficam os produtos com que me lancei de cabeça e sem arrependimentos.

Modern Renaissance da Anastasia Beverly Hills - Acredito a 100% que esta foi a palette que lançou a grande tendência dos tons quentes. Com as palettes neutras novas a sair no mercado a cada 10 segundos, bastou aparecer esta lufada de ar fresco com tons laranjas, berry e avermelhados para trazer o pôr-do-sol de forma permanente às nossas vidas. Certo que agora já todas as marcas têm a sua versão da MR mas esta continua a ser, para mim, a grande estrela. Tem mais 2 tons que as famosas Naked da UD - e ainda é mais barata - e a fórmula é totalmente diferente do que já experimentei. Super macias, amanteigadas e esfumam com uma facilidade nunca antes vista. Preço: 46€ no site da ABH UK (com portes grátis e sem dramas com a alfandega)

Chanel Perfection Lumière Velvet - Desde que experimentei esta base nunca mais a larguei. Como amante de maquilhagem tenho sempre curiosidade em trazer outras para casa mas a verdade é que em equipa ganha não se mexe, principalmente na pele, que é o passo mais importante para uma maquilhagem perfeita.  A fórmula é à base de água (logo não há poros em sofrimento) e deixa um toque aveludado que nem rabinho de bebé. Dá para construir a cobertura sem ficar cakey e deixa a pele  com um aspeto natural. Se há coisa que não me pode faltar em casa é esta menina. Preço: 42€ nas perfumarias Doulgas (onde é mais barato que na Sephora)

Kit sobrancelhas da Benefit - Mais um exemplo que equipa ganha. Estes três produtos vieram no kit Soft and Natural Brows da marca e fiquei rendida a todos os produtos. O Goof Proof é um lápis de ponta dupla com um lado destinado a preencher a sobrancelha e o outro com uma escova para penteá-la e retirar o excesso da cor (para um aspeto soft e natural). O High Brow é um lápis com tom pérola rosado que ajuda a levantar sobrancelha para aquele look fierce à Kendall Jenner. Por vezes também o utilizo para iluminar o canto interior do olho.  O Ready, Set, Brow! é o melhor amigo para quem, como eu, tem os pelos das sobrancelhas compridos. Fica tudo no lugar o dia inteiro. Preço do kit: 55€ na Sephora e Benefit

Kiehl's Midnight Recovery Botanical Cleansing Oil - Depois de tanta maquilhagem é preciso um bom produto para retirá-la. Como o nome indica, este cleanser é à base de óleo, o que não convence a gregos e troianos. Para mim, é uma dádiva. Remove toda a maquilhagem facilmente (incluindo à prova de água), sem necessitar de algodão ou passos extra. Não altera o ph da pele por isso se têm preguiça de aplicar toner (como aqui a je), é o melhor que podem fazer à vossa pele. No final a pele fica super suave e sem aquela sensação de repuxar que nos faz correr por um hidratante. Preço:  32€ por 175ml na Kiehl's

Já experimentaram algum dos produtos? Qual o vosso maior investimento no mundo da beleza? 

Marta Rodrigues, Majestic

Blog Takeover

É com muito gosto, que vos anuncio que de 7 a 11 de Agosto, irei acolher aqui no blog, 5 das minhas bloggers favoritas. Todas elas com personalidades diferentes, porém, bastante carismáticas, criativas, e com conteúdos super interessantes. E é por estas razões que as escolhi, e que vos quero dar a conhecer (se ainda não conhecem, claro!). Todas elas, uma em cada dia da semana, vão trazer um tema distinto, completamente ao seu gosto. E esperamos que vocês gostem, claro!

Obrigada a vocês, meninas, (MajesticThe Love Avenue, VivusBobby Pins e The Pink Elephant Shoe) por terem aceitado este desafio! ♥

Esperem coisas boas daqui!